sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Mama Mia lá vamos nós de novo é bom, mas não supera o primeiro.


Mama Mia é um ótimo e bem aclamado musical de Hollywood, adaptação de uma peça teatral de mesmo nome. Além de bem produzido, o primeiro filme trouxe uma maravilhosa performance de Meryl Streep para as telas de cinema. Dez anos depois somos presenteados com a sequência desse musical e como alguém que aprecia esse estilo não pude deixar passar a oportunidade de assisti-lo no cinema.




Sinopse

Um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), Sophie (Amanda Seyfried) reinaugura o hotel da mãe. E meio ao esforço de Sophie para que tudo dê certo na inauguração, somos mergulhados no passado da jovem e aventureira Donna (Lily James), conhecendo o romance dela com os três pais de Sophie e sua decisão de se estabelecer na Grécia.

Tramas simples e leve.

A história de “Mama mia! La vamos nós de novo” se divide em duas tramas. A primeira nos tempos atuais com Sophie trabalhando na reinauguração do hotel enquanto seus pais se esforçam para ir ao evento. A segunda se passa na juventude de Donna contanto como ela conheceu os três homens que viriam a ser “pais” de Sophie, suas aventuras e como ela acabou dedicando-se ao hotel na Grécia.

A primeira trama é bem simples e leve. Não vemos na trajetória de Sophie muito apelo dramático. Claro que existe em si toda a pressão da personagem em realizar os sonhos da mãe e dela própria. O filme trabalha essa pressão na ideia de que a inauguração do hotel tem que ser um sucesso. No entanto, não sentimos a carga dramática que isso gera na personagem. Se o filme fosse apenas dessa jornada de Sophie, pessoalmente não me agradaria nem um pouco. O filme poderia explorar mais o arco dramático de Sophie e trazer alguma evolução mais significativa na personagem, mas acaba se tornando uma trama rasa e pouco envolvente.



A segunda trama, no entanto é mais envolvente, principalmente para quem gostou do primeiro filme. Acredito que “Mama mia. La vamos nós de novo” foi criado com o objetivo de mostrar essa trama para o público ao invés da primeira. Para os fãs do primeiro filme, essa trama é um prato cheio mostrando o espírito livre de Donna e seus romances além do que lemos no diário dela durante a abertura do primeiro filme. Nesse enredo vemos mais romance, aventura e desenvolvimento da protagonista. Ela também não é tão complexa, mas é agradável de assistir e mais envolvente.

No geral, as duas tramas juntas no mesmo filme é agradável e entretém, mas por ter que dividir o tempo entre duas histórias, ambas acabam perdendo complexidade e tornando-se mais rasas do que poderiam se o filme focasse em apenas uma história. Mesmo me entretendo não pude deixar de sentir que cada uma das tramas poderia ter algo a mais que envolveria melhor o público.

Músicas e coreografias

Como o filme é um musical, não podemos deixar de avaliar as músicas e as coreografias presentes no longa. Assim como em seu antecessor, “Mama mia. La vamos nós de novo” utiliza musicas da banda Abba como trilha sonora.

Em relação a quantidade, a sequencia tem tanto ou mais musicas que o primeiro filme. Ao menos mais músicas memoráveis. Apesar de trazer algumas musicas diferentes, o filme ainda apresenta composições que também estavam presentes no primeiro resgatando em nós uma sensação de nostalgia além de trazer uma nova versão da música tema de ambos os filmes (Mama mia) com uma ótima interpretação de Lily James.

Dentre essas musicas novas, certamente os maiores destaques foi “Waterloo” com uma das melhores coreografias do filme todo e “When I Kissed The Teacher”. “Fernando”, interpretado or Cher e Andy Garcia também encanta, mas muito mais pelas habilidades vocais dos cantores do que pela coreografia.


Já “My Love, My Life” nos emociona com a performance das atrizes. Esse é o momento do filme em que as duas histórias se cruzam em uma performance bela e emocionante. Além do fato de que o filme praticamente corta nossas esperanças de ver Meryl Streep em cena ao longo do filme todo. Então quando ela surge nessa música é como se sua presença no filme fosse quase mística, tornando-se uma surpresa agradável.

Já as demais músicas, apesar de serem boas, pouco me atraíram. Trazer músicas que também estavam presente nos primeiros apesar da sensação de nostalgia, também cria um fardo de se igualar ou superar a qualidade do anterior. Fardo esse que sinceramente, não conseguiu segurar. As coreografias e apresentações do primeiro filme tinham uma qualidade melhor que o segundo. Não estavam te todo ruim, porém. Ainda assim entretém e formam o espetáculo que um musical deve ter.


O elenco

O elenco jovem é o grande destaque do filme. Da a impressão que os atores se divertiam nas cenas e davam tudo de si nos papéis. Lily James conseguiu entregar muito bem a jovem Donna tanto na personalidade como na expressão corporal. Os demais atores estavam igualmente ótimos. Tanto na atuação como na caracterização. Quem assistiu ao primeiro filme conseguia reconhecer cada personagem logo ao bater o olho.


Já o núcleo mais velho, em especial os pais de Sophie deixaram a desejar. Em alguns momentos parecia que eles não participavam tanto na trama quanto deveriam. Apesar disso quando seus personagens apareceram salvaram o dia no enredo de Sophie. De todo modo é divertido vê-los se reunirem pela filha que eles fizeram questão de serem pais.

“Mama mia. La vamos nós de novo” não supera o primeiro, mas não deixa de ser um bom filme para apreciar com amigos e familiares. A trama é leve e divertida, mas creio que é mais voltada para aqueles que gostaram do primeiro filme, principalmente por que o ponto forte do filme é contar o passado de Donna. Se você não assistiu nem gostou do primeiro filme provavelmente não se sentirá muito atraído por esse.

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